Escritores partem da bienal para o mundo e fazem história
15:50
A jovem Nátany, moradora de Itaipuaçu, Maricá, que lançou em 2011 o livro “A princesa e os cavaleiros”, retorna à Bienal, este ano, para outro lançamento: “Meu amigo computador”, que acontece neste domingo, das 12h45 às 14h15, no Pavilhão Verde, Rua Q, Estande 23.Ela conta que a vontade de começar a escrever surgiu quando viu um filme, em que a protagonista “escrevia coisas sobre as pessoas que ela conhecia”. Desde pequena, também aprendeu a buscar abrigo nas bibliotecas com a irmã Chayene para fugir do frio do Sul do País, região onde morou, cultivando o hábito pela leitura, hábito este também disseminado pelo pai, o suboficial da Marinha Luiz Carlos Fernandes, de 44 anos, que sempre lhe contava histórias para dormir.
“Sempre via o nome dos autores nos livros e sonhava em ver o meu nome lá também”, afirma a adolescente, que teve toda a iniciativa, até entrou em contato com a editora para ver o sonho realizado.
“Só assinei o contrato”, constata a mãe, a microempresária Vânia Marques Fernandes, de 45 anos.
Nátany, que também busca anotar suas ideias, conta que as inspirações vêm de toda a parte. “Meu amigo computador”, por exemplo, surgiu de uma bronca que levou da mãe por ficar toda torta com notebook em cima da cama.
“Fiz uma pesquisa e vi que aquilo tudo que ela falava era verdade, então resolvi escrever sobre os malefícios e benefícios do uso do computador”, conta ela, cujo público-alvo são crianças em fase de alfabetização.
Aluna do oitavo ano do ensino fundamental, a jovem conta que quer se formar em Biologia, mas pretender continuar escrevendo, uma de suas aspirações é lançar um romance voltado para adolescentes. Para ela, além de projetar novos escritores, “a Bienal é muito importante porque incentiva a leitura”.
~http://www.ofluminense.com.br/editorias/revista/da-bienal-para-o-mundo
~ Jornal O Fluminense /Pamela Araujo
0 comentários